" Acompanhe conteúdos sobre inteligência de mercado, preços, comercialização, importações, exportações, consumo, custos de produção, insumos, genética, matrizes, carne ovina, leite ovino e tendências da cadeia produtiva. Nesta seção você encontra relatórios de mercado, análises, indicadores e artigos organizados para acompanhar a evolução da ovinocultura no Brasil, Uruguai e Paraguai. Explore os conteúdos e tome decisões com base em informação de qualidade. "
Boletim da Ovinocultura - Setembro 2026.
O Boletim da Ovinocultura Cordeiros do Mercosul de Setembro de 2026 já está disponível! Atualizações sobre o mercado da ovinocultura, com notícias, cotações, e destaques por região. Atualize-se!
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Boletim da Ovinocultura - Agosto 2026.
O Boletim da Ovinocultura Cordeiros do Mercosul de Agosto de 2026 jé está disponível! Você pode ler nas seções abaixo, ou ouvir pelo nosso canal do youtube.
Boletim da Ovinocultura - Primeira Edição, 2026.
Todos os meses, o Boletim da Ovinocultura reúne os principais acontecimentos da cadeia ovina no Mercosul. Notícias, análises e informações relevantes sobre mercado, produção, pesquisa, tecnologia e eventos, organizadas em um único lugar para manter produtores, empresas, estudantes e profissionais sempre atualizados. Ouça a versão em podcast no YouTube, leia as edições disponíveis abaixo e acompanhe o Cordeiros do Mercosul no Instagram para estar sempre um passo à frente das transformações da ovinocultura.
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1 ANO, 7 MESES E 6 DIAS DEPOIS DA LEI 19.225
21 de agosto de 2026
No mesmo tempo em que a pecuária de corte poderia estar acompanhando o desmame de um bezerro, a política de incentivo à ovinocaprinocultura criada pelo Governo de Santa Catarina já saiu do papel e começa a dar estrutura, investimento e musculatura à cadeia ovina catarinense.
Em 15 de janeiro de 2025, Santa Catarina sancionou a Lei nº 19.225, instituindo a Política de Incentivo à Ovinocaprinocultura. A legislação estabeleceu objetivos que vão muito além de estimular a criação: valorização dos produtores, aumento do consumo, apoio técnico, pesquisa, desenvolvimento de arranjos produtivos e estímulo à abertura de mercados.
O primeiro movimento concreto veio em 8 de maio de 2025, com a autorização de R$ 1,5 milhão para o projeto de ovinocaprinocultura. A iniciativa reuniu Governo de Santa Catarina, Sebrae/SC, Sistema Faesc/Senar e Câmara Setorial da Ovinocaprinocultura em torno do desenvolvimento da cadeia.
A pauta passou a incluir produção, assistência técnica, inovação, profissionalização e mercado.
Em 20 de fevereiro de 2026, o Governo de Santa Catarina anunciou o Projeto Fortalecimento da Ovinocaprinocultura, com previsão de R$ 6 milhões em investimentos durante o ano.
A iniciativa reúne recursos da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, Sebrae/SC e Faesc/Senar, por meio da ATeG Ovinocaprinocultura, com ações voltadas à produção, gestão, melhoramento genético e acesso a mercados.
Santa Catarina possui aproximadamente 348 mil ovinos e cerca de 15 mil produtores, segundo dados divulgados pela Epagri/Cepa. Aproximadamente 800 produtores já são atendidos pela assistência técnica e gerencial.
O Estado também avança no melhoramento genético, com uma iniciativa que reúne 24 produtores de genética e utiliza análise genômica para seleção de ovinos.
São sinais importantes para quem está dentro da atividade: a ovinocultura catarinense deixou de ser apenas uma promessa de potencial e passou a ocupar espaço concreto na agenda de desenvolvimento do Estado.
Uma política pública pode criar condições. Mas quem transforma essas condições em produção, qualidade e renda é a cadeia.
Agora existe uma lei específica, recursos mobilizados, assistência técnica, ações de melhoramento genético e uma articulação crescente entre instituições e produtores.
O desafio é transformar esse movimento em cordeiros de qualidade, oferta regular, mercado e melhor remuneração para quem produz.
Um ano, sete meses e seis dias depois da Lei 19.225, talvez ainda seja cedo para medir seu resultado final.
Mas já é possível reconhecer uma conquista importante: a ovinocultura catarinense ganhou espaço, atenção e estrutura para crescer.
E o próximo capítulo será escrito por quem está na porteira.
Rinaldo Conti
Fundador e editor
Cordeiros do Mercosul, tradição e trabalho.
Fontes
Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) — Lei nº 19.225, de 15 de janeiro de 2025, que institui a Política de Incentivo à Ovinocaprinocultura em Santa Catarina. (Legislação Alesc)
Texto oficial da Lei nº 19.225
Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (SAPE) — Projeto Fortalecimento da Ovinocaprinocultura, anunciado em 20 de fevereiro de 2026, com previsão de R$ 6 milhões em investimentos e dados sobre rebanho, produtores e assistência técnica. (Secretaria de Agricultura e Pecuária)
Governo de SC — Fortalecimento da Ovinocaprinocultura
Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina — informações sobre a estruturação da cadeia, Câmara Setorial e dados da Epagri/Cepa. (Secretaria de Agricultura e Pecuária)
Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina — Retrospectiva 2025 — registro do projeto de desenvolvimento da cadeia produtiva e da previsão de R$ 6 milhões em investimentos. (www2.agricultura.sc.gov.br)
Sebrae/SC — informações sobre as parcerias institucionais e o desenvolvimento de projetos voltados à ovinocaprinocultura catarinense. (Secretaria de Agricultura e Pecuária)
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Boletim da Ovinocultura
Bem-vindo ao primeiro Boletim da Ovinocultura do Cordeiros do Mercosul.
Nesta edição reunimos os principais acontecimentos, indicadores e análises do mercado ovino no Brasil, Uruguai e Paraguai. Nosso objetivo é transformar informações técnicas em conteúdo acessível, contribuindo para decisões mais bem fundamentadas por produtores, empresas, pesquisadores e demais profissionais da cadeia produtiva.
Acompanhe nosso trabalho em www.cordeirosdomercosul.com.br, no Instagram @cordeirosdomercosul e no canal do YouTube, onde disponibilizamos a versão em podcast deste boletim. Inscreva-se, acompanhe as próximas edições e compartilhe este conteúdo para fortalecer a ovinocultura no Mercosul.
Boa leitura!
Este boletim reúne informações provenientes de fontes oficiais e especializadas, complementadas por análises editoriais do Cordeiros do Mercosul. O conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação técnica, comercial ou de investimento. Para decisões específicas relacionadas à sua propriedade ou empresa, consulte profissionais e instituições oficiais de assistência técnica.
O mercado ovino do Mercosul segue apresentando diferenças importantes entre Brasil e Uruguai.
No Uruguai, dados da Asociación de Consignatarios de Ganado (ACG) apontam forte valorização dos animais destinados ao abate, impulsionada pela baixa oferta de cordeiros terminados e pela demanda do mercado internacional. O cordeiro atingiu média de US$ 6,13/kg de carcaça, enquanto capões e ovelhas registraram médias de US$ 5,20/kg e US$ 5,11/kg, respectivamente.
No Brasil, os levantamentos do Centro de Inteligência e Mercado de Caprinos e Ovinos (CIM/Embrapa) apontam estabilidade nas cotações, sustentada pelo consumo regional.
A forte demanda da gastronomia e do setor hoteleiro mantém as maiores cotações do país, entre R$ 16,00 e R$ 18,25 por kg de animal vivo.
Principal polo produtor de ovinos de corte do país, registra preços entre R$ 10,22 e R$ 12,90 por kg vivo, refletindo o encerramento da safra principal e os efeitos do inverno sobre as pastagens.
Detentora do maior rebanho nacional, mantém preços entre R$ 10,14 e R$ 11,85 por kg vivo, além de estabilidade na produção de leite ovino e no mercado de queijos artesanais.
O Paraguai continua avançando na profissionalização da cadeia ovina.
As ações conduzidas pela Associação Paraguaia de Criadores de Ovinos (APCO), Associação Rural do Paraguai (ARP) e SENACSA reforçam os programas de rastreabilidade individual e os investimentos em genética voltada à produção de carne. Os leilões seguem apresentando boa liquidez, enquanto os preços acompanham, cada vez mais, o comportamento observado na região Sul do Brasil.
Os indicadores reforçam uma tendência importante: a remuneração está cada vez mais relacionada à qualidade da carcaça.
A diferença de preço entre cordeiros jovens e animais de descarte demonstra que a indústria frigorífica valoriza lotes homogêneos, bom acabamento e padronização.
Para os produtores brasileiros, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, o período de inverno exige planejamento forrageiro, suplementação estratégica e regularidade na entrega de animais. Esses fatores contribuem para reduzir oscilações de mercado, aumentar a competitividade e melhorar a rentabilidade da atividade.
O mercado ovino do Mercosul encerra o primeiro semestre de 2026 com perspectivas positivas para produtores que investem em gestão, eficiência produtiva e qualidade. A informação continua sendo uma das principais ferramentas para transformar desafios em oportunidades e fortalecer toda a cadeia produtiva.
Obrigado por acompanhar o Boletim da Ovinocultura.
Leia as próximas edições aqui no Cordeiros do Mercosul, acompanhe a versão em podcast no YouTube e siga nosso Instagram para receber as principais notícias, análises e conteúdos sobre a ovinocultura no Brasil, Uruguai e Paraguai.
Até a próxima edição!
Carne ovina fecha julho em alta de 2,04% no Brasil, enquanto Santa Catarina reduz ICMS e Paraná articula Câmara Setorial
1. CENÁRIO GERAL
Com o Boletim CIM de julho/2026 já publicado pela Embrapa, o mês fecha com alta consolidada: a cotação nacional da carne ovina subiu para R$ 14,63/kg PV (+2,04% vs. junho), acumulando +11,56% em 12 meses. Santa Catarina manteve-se estável em R$ 16,00/kg, enquanto Paraná (R$ 16,90/kg, +2,42%) e Rio Grande do Sul (R$ 13,83/kg, +2,60%) tiveram alta. No plano institucional, o destaque foi regulatório: Santa Catarina reduziu o ICMS sobre a ovinocultura (decreto de 25/07), equalizando a carga tributária com o Rio Grande do Sul, enquanto o Paraná iniciou a articulação de uma Câmara Setorial da Ovinocultura. No Uruguai, os corderos fecharam a última semana cheia de julho (21 a 27/07) a USD 6,21/kg em cuarta balanza pela ACG. No Paraguai, o cordeiro em frigorífico seguiu estável em Gs. 35.000/kg durante todo o mês.
2. NOTÍCIAS REGIONAIS
Santa Catarina: decreto estadual publicado em 25 de julho reduziu a alíquota de ICMS sobre a ovinocultura, equalizando a carga tributária catarinense (antes 12% sem crédito) à do Rio Grande do Sul (12% com 5% de crédito, 7% líquido) — medida pedida pela FAESC para tornar SC mais competitiva na compra de animais vivos do RS, seu principal fornecedor.
Fonte: Portal do Agronegócio, acesso em 12/08/2026.
Paraná: em 29 de julho, entidades do setor (Sistema FAEP, IDR-Paraná, Adapar, Ovinopar, UTFPR, CooperAliança, Ocepar e Seab) realizaram a primeira reunião do Grupo de Trabalho da Ovinocultura, com o objetivo de criar uma Câmara Setorial para reduzir a informalidade e ampliar a produção estadual — hoje 516 mil cabeças, 2,4% do rebanho nacional, 8º lugar no ranking do IBGE.
Fonte: Gazeta Regional / FAEP-Senar, acesso em 12/08/2026.
Rio Grande do Sul: uma ovelha da raça Texel deu à luz cinco cordeiros em São Sepé, sua terceira gestação consecutiva com partos múltiplos — caso raro que chamou atenção de criadores. O estado também classificou os representantes que disputarão a grande final de julgamentos na Expointer, entre 29 de agosto e 6 de setembro.
Fonte: ClicRDC / Canal Rural, acesso em 12/08/2026.
Uruguai: levantamento do setor mostra mudança na composição da faena ovina — a participação de ovelhas (categoria adulta) volta a girar em torno de 28% do total em 2026, ante 27% em 2025, refletindo a reconfiguração dos destinos de exportação: Brasil, Israel e Egito concentram as vendas externas de carne ovina em 2026, sem operações registradas com a União Europeia ou os Estados Unidos.
Fonte: Agrolatam, acesso em 12/08/2026.
Paraguai: o programa piloto de US$ 5 milhões da AFD para o setor ovino, lançado em parceria com o Senacsa, já conta com hato formal de cerca de 450 mil cabeças registradas — a iniciativa passou a incluir também importação de reprodutores e infraestrutura produtiva (galpões, equipamentos), mirando mercados como Israel, Emirados Árabes, Singapura e Uzbequistão.
Fonte: Diario HOY / El Nacional, acesso em 12/08/2026.
3. AGENDASTATUS
Mariano Roque Alonso/PY
11 a 26/07/2026
Expo Paraguay ARP 2026 — remates OVI Hampshire Down (25/07) e Texel (26/07)
Já foi
Curitiba/PR
29/07/2026
1ª reunião do Grupo de Trabalho da Ovinocultura (Sistema FAEP), rumo a uma Câmara Setorial
Já foi
Esteio/RS
29/08 a 06/09/2026
Expointer 2026 — exposição de ovinos com exigência de DNA para comprovação de parentesco
Será
Fontes: Valor Agro / Pro Rural Paraguay, Gazeta Regional / FAEP-Senar, ASPACO — acesso em 12/08/2026.
4. APONTAMENTOS CONCLUSIVOS
Julho consolidou alta de preço no Brasil (+2,04% na média nacional) puxada por Sudeste e Nordeste, com o Sul (SC, PR, RS) em ritmo mais moderado. O mês foi marcado também por movimentos institucionais: SC ganhou competitividade tributária, PR começou a se organizar setorialmente, e o Uruguai segue reconfigurando seus destinos de exportação (Brasil, Israel, Egito) em detrimento da Europa e dos EUA. Ponto de atenção: acompanhar se a alta brasileira se sustenta em agosto, com a Expointer se aproximando. Confira a seguir os números completos na seção de Preços.
5. COTAÇÕES E PREÇOS
O Boletim CIM de julho/2026 (Embrapa) confirma alta de 2,04% na média nacional da carne ovina, puxada por Sudeste (+7,52%) e Nordeste (+3,79%); Sul teve alta mais moderada (+1,64%). Por UF, Santa Catarina ficou estável (R$ 16,00/kg) e Paraná (R$ 16,90/kg) e Rio Grande do Sul (R$ 13,83/kg) subiram. No Uruguai, a ACG registrou corderos a USD 6,21/kg na última semana fechada de julho (21 a 27/07). No Paraguai, o cordeiro em frigorífico seguiu estável em Gs. 35.000/kg o mês inteiro.
Brasil — Embrapa CIM Cotações (Boletim Julho/2026)
ariação vs. junho/2026
Média Nacional
R$ 14,63
+2,04%
Norte
R$ 15,60
-0,50%
Nordeste
R$ 12,41
+3,79%
Sudeste
R$ 17,16
+7,52%
Sul
R$ 15,58
+1,64%
Centro-Oeste
R$ 14,66
-1,96%
Santa Catarina (ovino, UF)
R$ 16,00
0,00%
Paraná (ovino, UF)
R$ 16,90
+2,42%
Rio Grande do Sul (ovino, UF)
R$ 13,83
+2,60%
Fonte: Embrapa Caprinos e Ovinos, CIM Cotações, Boletim Julho/2026. Acesso em 12/08/2026.
Uruguai — ACG (cuarta balanza, semana Nº30, 21 a 27/07/2026)
Corderos
USD 6,21
+0,01
Capones
USD 5,25
+0,01
Ovejas
USD 5,12
0,00
Fonte: Asociación de Consignatarios de Ganado — ACG (acg.com.uy), seção Ovinos. Última semana fechada de julho. Acesso em 12/08/2026.
Paraguai
Cordero (frigorífico)
Gs. 35.000/kg (estável)
31/07/2026
Reprodutor Puro Pedigree (Hampshire Down, remate)
~ Gs. 7.000.000 (referência)
dez/2025*
Fontes: Valor Agro (valoragro.com.py), atualização 31/07/2026, acesso em 12/08/2026; Forbes Paraguay, dez/2025 (*dado mais recente disponível para reprodutores de elite; sujeito a atualização).
6. PULSO DIGITAL
Nas redes do setor, o tema em alta é a formalização e profissionalização da cadeia — Câmaras Setoriais, GTs e programas de financiamento (como o da AFD no Paraguai) dominam a conversa institucional, ao lado do já tradicional interesse por melhoramento genético e raças de destaque (Texel, Hampshire Down, Santa Inês). Casos como o parto quíntuplo no RS também geram forte engajamento orgânico entre criadores.
7. FECHAMENTO DA EDIÇÃO
Julho fechou com alta de preço confirmada no Brasil e avanços institucionais em todo o Mercosul — SC com tributação mais competitiva, PR se organizando setorialmente, e o Uruguai redesenhando seus destinos de exportação. Acompanhe a próxima edição para ver se a tendência de agosto confirma essa força, com a Expointer no radar. Siga o Cordeiros do Mercosul no site (onde ficam todos os boletins), no YouTube (versão em podcast) e no Instagram.
Cordeiros do Mercosul, tradição e trabalho.
Editor responsável: Rinaldo Conti
Referência: agosto/2026 • Data de corte: 16/09/2026
■ Brasil: Embrapa publica agosto com alta nos três estados do Sul; SC lidera a variação.
■ Uruguai: mercado ovino estável em plena Expo Prado.
■ Paraguai: demanda urbana cresce, mas oferta regular ainda é gargalo.
■ Manejo: setembro abre a temporada de parição no Sul.
Bem-vindo à terceira edição do Boletim Mensal Cordeiros do Mercosul. Na edição anterior (Nº002, referência julho), mostramos a alta consolidada da carne ovina no Brasil, a redução do ICMS da ovinocultura em Santa Catarina, o início da articulação de uma Câmara Setorial no Paraná e a reconfiguração dos destinos de exportação do Uruguai. Agora, acompanhamos se esse movimento se sustentou em agosto.
Setembro marca o início da parição no Sul (setembro a novembro). Prepare piquetes-maternidade limpos, drenados e com quebra-vento; faça a cura do umbigo com iodo a 10% e confirme a ingestão de colostro nas primeiras seis horas de vida.
1. NOTÍCIAS
Entidades do setor articulam a reativação da Câmara Setorial da Ovinocultura, com pauta de políticas públicas, sanidade, genética, inovação e integração da cadeia — sequência direta do Grupo de Trabalho iniciado em julho.
Fonte: Folha de Londrina / Folha Rural, 22/08/2026.
Em Iomerê, o encontro “Da Genética ao Mercado: Construindo Valor na Ovinocultura Catarinense” (21/08) reuniu mais de 250 participantes de 40 municípios, com debates sobre genética, profissionalização, novos mercados e o projeto Inova Lã.
Fonte: Sebrae/SC, 26/08/2026; Portal RBV, 20–24/08/2026.
A Expointer 2026 teve 934 ovinos inscritos e exigência inédita de comprovação de paternidade por DNA. A comercialização de ovinos somou R$ 887,94 mil, abaixo de 2025, mas a ARCO destacou a liquidez dos animais de ponta e boas expectativas para as próximas feiras.
Fonte: ARCO; Sou Agro, 10/09/2026; Correio do Povo, 12/09/2026.
O mercado ovino segue estável e a Expo Prado, em Montevidéu, reforça o momento favorável para carne e lã. Na semana encerrada em 12/09 foram abatidos 8.287 ovinos, dos quais 4.772 cordeiros.
Fonte: ACG; Tardáguila, 14/09/2026; El País/Rurales, 13/09/2026.
Cresce a procura por carne ovina nos centros urbanos, mas a produção local ainda não garante volume regular para supermercados e compradores internacionais — a oferta segue como principal gargalo do setor.
Fonte: La Tribuna Paraguay, 13/09/2026.
2. PREÇOS
Agosto manteve a valorização no Brasil: os três estados do Sul subiram, com Santa Catarina na maior variação e o Paraná com o maior preço. No Uruguai, as categorias ficaram praticamente estáveis na semana; no Paraguai, o cordeiro a frigorífico não teve alteração desde a última atualização.
PESO VIVO: preço por kg do animal vivo, pago ao produtor (padrão Brasil).
CARCAÇA: preço por kg da carcaça, após o abate (padrão Uruguai – “cuarta balanza”). Por isso, o kg de carcaça é sempre mais caro que o kg vivo.
FRIGORÍFICO: preço pago pelo frigorífico; a fonte (Paraguai) não informa se é vivo ou carcaça.
Compare preços apenas dentro da mesma base.
No Paraná, o cordeiro em peso vivo ficou em R$ 17,10/kg, alta de 1,18% em agosto. Na carcaça, o valor foi de R$ 37,80/kg. A ovelha em peso vivo ficou em R$ 12,10/kg.
Em Santa Catarina, o cordeiro em peso vivo alcançou R$ 16,34/kg, alta de 2,08%, enquanto a ovelha ficou em R$ 11,17/kg.
No Rio Grande do Sul, a cotação média de ovino em peso vivo foi de R$ 14,08/kg, alta de 1,80%. A Embrapa informa apenas “ovino”, sem separar cordeiro e ovelha.
No Uruguai, entre 08 e 14/09, o cordeiro em carcaça foi cotado em $U 254,00/kg, equivalente a R$ 31,87/kg ou USD 6,32/kg, com variação de +0,01. O capão ficou em $U 215,42/kg, ou R$ 27,03/kg e USD 5,36/kg, estável. A ovelha ficou em $U 208,99/kg, ou R$ 26,22/kg e USD 5,20/kg, também estável.
No Paraguai, o cordeiro a frigorífico permaneceu em Gs. 35.000/kg, equivalente a R$ 30,12/kg ou USD 5,97/kg, estável em 31/08.
A variação brasileira é comparada a julho/2026; no Uruguai, à semana anterior em USD. Capão não é cotado no Brasil nem no Paraguai.
No Brasil, a referência do Paraná é Castro; Santa Catarina utiliza a média de Iomerê, Lages e Mafra; e o Rio Grande do Sul, a média de nove municípios.
Fontes: Embrapa Caprinos e Ovinos – CIM, Boletim de Cotações Agosto/2026; ACG (acg.com.uy), semana nº37; Valor Agro (valoragro.com.py), atualização 31/08/2026. Câmbio 16/09/2026: USD/BRL 5,04 e USD/UYU 40,19 (ACG); USD/PYG 5.860 (Cambios Chaco, média compra/venda). Acesso em 16/09/2026.
Em agosto, a média nacional do ovino em peso vivo foi de R$ 14,74/kg, equivalente a USD 2,92/kg, com alta de 0,78% frente a julho.
Na Região Sul, a média foi de R$ 15,84/kg, ou USD 3,14/kg, com alta de 1,67% frente a julho.
Fonte: Embrapa Caprinos e Ovinos – CIM, Boletim de Cotações Agosto/2026. Cotações são referência de mercado. Acesso em 16/09/2026.
3. EVENTOS
A Expointer 2026, em Esteio/RS, ocorreu de 29/08 a 06/09, com ovinos e comprovação de paternidade por DNA. Já foi.
A Expo Prado 2026, em Montevidéu/UY, ocorre de 11 a 20/09, com forte participação da ovinocultura. Acontecendo.
O 5º Genética em Monte Castelo, em Monte Castelo/SC, será realizado de 17 a 20/09.
A 114ª Expofeira de Bagé, em Bagé/RS, será realizada de 23 a 27/09.
O 5º Encontro de Ovinocultores de Estação, em Estação/RS, será realizado em 25/09.
A 4ª Expomafra, em Mafra/SC, será realizada de 25 a 27/09, com exposição e gastronomia com ovinocultura.
O XIX Simpósio Paranaense de Ovinocultura, em Londrina/PR, será realizado de 20 a 21/10.
Paraguai: nenhum evento ovino com data confirmada para o restante de setembro nas fontes consultadas.
Fontes: ARCO; MGAP Uruguay; Prefeitura de Estação/Emater-RS; Ovinopar; organizadores locais. Acesso em 15–16/09/2026.
4. FECHAMENTO DA EDIÇÃO
Agosto confirmou a força do cordeiro no Sul do Brasil, o Uruguai segue firme e o Paraguai tem demanda à frente da oferta. Para o produtor, os sinais apontam para genética, padronização e regularidade de entrega como caminhos de valor. Na próxima edição, veremos se setembro sustenta a alta com o avanço da parição e o calendário de feiras.
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Cordeiros do Mercosul, tradição e trabalho.
Editor responsável: Rinaldo Conti
Este boletim expressa observações e pontos de vista e não constitui recomendação de manejo ou de mercado. Para decisões específicas, consulte as entidades oficiais da sua região.
Quem vive no campo conhece como ninguém a sua atividade. Conhece a terra, o clima, o rebanho, a cultura que produz e os desafios da rotina. Esse conhecimento prático é insubstituível.
Mas, em um mercado cada vez mais competitivo, produzir bem já não é suficiente. É preciso planejar, analisar e tomar decisões com base em informações confiáveis. Afinal, toda propriedade rural precisa ser economicamente sustentável, gerar resultados consistentes e garantir rentabilidade ao longo do tempo.
É nesse ponto que a gestão faz a diferença. Ferramentas de análise, planejamento e inteligência de mercado ajudam o produtor a avaliar oportunidades, reduzir riscos e investir com mais segurança.
No Cordeiros do Mercosul, acreditamos que informação de qualidade é um dos principais ativos para quem deseja produzir com eficiência e competir em um mercado cada vez mais exigente. Por isso, reunimos e compartilhamos ferramentas desenvolvidas por instituições e profissionais que podem apoiar a tomada de decisão no campo.
A Calculadora Rural é uma delas. A ferramenta permite consultar estimativas de valores de terras rurais, oferecendo um importante ponto de referência para quem pretende comprar, vender, arrendar ou expandir sua propriedade.
Conhecimento gera decisões melhores. E decisões melhores constroem negócios rurais mais fortes e sustentáveis.
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